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Rádio América pop : Análise: Rita Lee está na matriz pop da frente feminina inconformista



Meio Pagu, meio esfinge, um tanto de tatibitati e outro de fruto proibido, misto de prisioneira do amor e tipo inesquecível, destemida como Luz del Fuego, ovelha negra e corista de rock, Rita Lee juntou em seu planeta sonoro quase todas as mulheres do mundo, espelhada na libertária Leila Diniz, desde o tempo de Mutantes. Gata na canção de Joyce, está na matriz pop de Marina Lima, Cássia Eller, Zélia Duncan, Pitty, Karina Buhr, essa frente feminina inconformista e poderosa, que é “mais macho que muito homem”.
O tamanho da personalidade de Rita, circense em constante baile na tribo brasileira, corresponde à coleção de personagens criados ou filtrados por ela em sua tela (Elis, Ney, Caetano, Gil, Frenéticas, Fernandona, Elvira Pagã), entre o real e a fantasia, na cena escrita de modo a “dançar pra não dançar”. Com olhos de raio X teatral e vocação paródica, Rita anarquizou a sisuda progressão do rock, da qual uma vez foi expulsa. E o futuro a absolveu disso.
De caso sério com aquele tal de “roque enrow” em sabor Tutti Frutti, a fera de pele macia foi muito romântica, mas teimou em encher de bom humor a nave dos malucos com os frutos de outros troncos musicais: a marchinha brejeira a la Miranda, o tum-tum do samba-pop com sotaque de Adoniran, a bossa do amor e o sexo do carnaval, a malícia latino-americana em ritmo de mambo, tango, chá-chá-chá. Em sua mais completa tradução do transe tropicalista, como Gilberto Gil, parceiro de refestanças, se jogou na diversidade de atuação.
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