Gênero Queer oferece, então, uma jornada de descobertas, “saídas do armário” e enfrentamentos com muitas referências da cultura pop, como David Bowie, One Direction, Tolkien e Harry Potter. A trama acompanha ume jovem na Califórnia da virada do século, em um ambiente de liberdade nos costumes, efervescência cultural, curiosidade intelectual e profundas dúvidas sobre gênero e sexualidade.
Diversidade em Gênero Queer
Mas, para além do aspecto político, a editora reflete sobre o peso que obra tem no debate sobre a diversidade sexual.
“Ao mesmo tempo, estamos comunicando o impacto e a relevância do livro, a importância dele nos debates de gênero e sexualidade. Acabamos falando disso também ao contar, na orelha da edição, que ele foi publicado em francês, espanhol, italiano, alemão, japonês, coreano, checo e holandês – ou seja, que o gibi de Maia abriu cabeças pelo mundo”, pontua.
Na adaptação brasileira, um dos principais desafios foi a adaptação da narrativa para a linguagem neutra.
“Maia se incomodava em ser tratada no feminino, ainda quando era criança, e a descoberta de pronomes não binários (do sistema Spivak, no inglês) foi um momento muito importante na sua vida. A linguagem é um tema de Gênero queer. Na edição brasileira estivemos muito atentos a isso”, ressalta Delfini.
Por fim, a editora ressalta as principais qualidade da graphic novel: a mescla da diversidade com a cultura pop.
“A narrativa é muito vibrante, cheia de referências pop e nerd, com música, livros, fanfics: uma profusão de vida em volta de Maia. E, mesmo nos momentos de maior angústia – quando Maia precisa fazer um exame ginecológico, quando enfrenta dificuldades para se relacionar com outras pessoas –, sentimos que estamos perto delu”, conclui.
Obrigado pela visita