
Autoridades, representantes de empresas e especialistas se reúnem hoje em evento promovido pelo GLOBO Em meio à escassez de recursos públicos para investir em projetos de infraestrutura que ofereçam serviços de qualidade para a população, surgem perguntas como qual o melhor modelo para viabilizar concessões e parcerias público-privadas (PPPs) e como identificar e eliminar riscos de quebra de contrato. No caso do Rio, a questão envolve, por exemplo, a conclusão das obras da estação do metrô da Gávea, na Zona Sul, paradas desde 2015, e a licitação para o sistema de barcas na Baía de Guanabara e na Ilha Grande, na Costa Verde. Temas como esses estarão em debate hoje no seminário Diálogos RJ, promovido pelo GLOBO, com a mediação do jornalista Ascânio Seleme. O evento será às 10h no auditório da Editora Globo, no Centro. Espetáculo dos ritmos: veja o que foi sucesso e o que 'flopou' no show do Alok em Copacabana Maquiador das estrelas: após sofrer traumatismo craniano e fratura na coluna, Rico Tavares tem sedativos suspensos. 'Ele chora com as mensagens', diz Danni Suzuki Serão realizadas duas mesas-redondas com a participação de autoridades, dirigentes de concessionárias de serviços públicos e especialistas em regulação. A primeira terá como tema “Os desafios na operação das concessões no Rio”. Um dos participantes será o secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione. Ele destaca que o momento escolhido para tratar do assunto é mais que oportuno seja pelo cenário nacional quanto pelas questões específicas por quais o Rio passa. — O Brasil vive uma crise em algumas áreas sob concessão, entre as quais o setor de transportes de massa e também o de aeroportos, em que há reivindicações para reequilíbrios econômico-financeiros dos contratos. Ter soluções para isso é fundamental. Para a população, a discussão principal não é se a operação é feita diretamente pelo gestor público ou por uma concessionária privada, mas a qualidade e a eficiência do serviço — avaliou o secretário. O evento terá transmissão ao vivo no canal do YouTube do GLOBO. Contrato perto do fim No caso do dia a dia do Estado do Rio, observou o secretário, um dos temas mais prementes é o futuro da concessão da SupeVia, que opera os trens da Região Metropolitana e vem tendo problemas seguidos na prestação dos serviços. Ele observou ainda que concessões importantes na área de energia estão próximas do seu fim. É o caso da Light, cujo contrato termina em junho de 2026. Já as concessões da CEG e da CEG-RJ (controladas pelo grupo Energy) vencem em cinco anos. ZapZap do Extra: Receba as principais notícias no seu celular; clique aqui e faça parte da comunidade do Extra A segunda mesa tratará do tema “População, Estado, empresas: como chegar ao modelo ideal das concessões”. Entre os convidados está o presidente da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), Gustavo Guerrante. Ele observa que as parcerias público-privadas são essenciais para que os agentes públicos concentrem esforços nas atividades-fim. Ele pretende apresentar no evento exemplos de PPPs implementadas recentemente pela prefeitura como a que escolheu o consórcio Smart Hospital para assumir a governança e a manutenção do complexo do Souza Aguiar. Além do hospital, o contrato inclui a Coordenadoria Regional de Emergência (CER) do Centro e a Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, os três no centro do Rio. — Um hospital do tamanho do Souza Aguiar exige mobilizarmos pelo menos 50 pessoas para organizar licitações e fiscalizar mais de cem contratos. Nessa parte, o setor privado é mais eficiente. O nosso pessoal pode ser alocado em outras áreas como no planejamento de ações de saúde — disse Guerrante.
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