
Treinadores passaram metade da carreira empregados pelo mesmo clube, ao mesmo tempo. Se eram técnico e auxiliar há 18 anos, se enfrentam pela primeira vez hoje no Brasileirão A partida de hoje, às 16h, no Nilton Santos, entre Botafogo e Bahia, é o reencontro, no Brasil, de dois técnicos portugueses que têm as histórias profissionais profundamente interligadas. Para se ter uma ideia, desde que se firmaram na base do Benfica, em 2005, Bruno Lage e Renato Paiva trabalharam no clube de Lisboa, ao mesmo tempo, em nove de 18 temporadas até aqui. Colegas “de firma” de longa data que só verão seus times jogarem um contra o outro hoje. Um confronto inédito de quem já esteve no mesmo banco. Da mesma geração de treinadores portugueses — Lage, um pouco mais novo, tem 47 anos, e Paiva, 53 —, a dupla começou a carreira profissional praticamente junta. O técnico do Botafogo chegou à base do Benfica em 2004, e o do Bahia no ano seguinte, quando sentaram no mesmo banco. Estrearam com um vice-campeonato português sub-17, e depois ficaram em terceiro na categoria sub-19 no ano seguinte. Nunca mais trabalharam na mesma comissão técnica, mas seguiram funcionários do mesmo departamento no Benfica. Bola de Cristal do Brasileirão: Botafogo apresenta maior chance de vitória na 21ª rodada Após beijo roubado em atacante espanhola: Comitê Disciplinar da FIFA suspende provisoriamente Luis Rubiales Como acontece com muitos treinadores da base, a decisão entre sair de um grande clube e tentar voos em equipes menores é complicada. Entre ter o timing certo e esperar uma chance nas equipes de cima, Bruno Lage foi o primeiro a deixar a Luz: o técnico do Botafogo abandonou o sub-17 do Benfica em 2012, e rumou para Oriente Médio e Reino Unido, em busca de novas experiências. Paiva assumiu seu lugar, na primeira chance como técnico principal de uma das equipes de base. Oito anos depois, o destino dos dois voltou a se cruzar: Lage retornou a Portugal e ao Benfica para comandar a equipe B. Meses depois, assumiu o lugar de Rui Vitória no comando do time principal, onde acabou sendo campeão português. Quem foi promovido da base para a equipe B foi, justamente, Renato Paiva. As trajetórias de Bruno Lage e Renato Paiva, técnicos portugueses de Botafogo e Bahia Editoria de arte EXTRA Uma curiosidade é que, na equipe A, Bruno Lage jogava em um 4-4-2, enquanto Paiva, no time B, no 4-3-3. Entre os torcedores, havia um crítica recorrente, dizendo que ambas deveriam jogar em esquemas táticos iguais, para ajudar na transição de jogadores para o time principal. Para os técnicos, isso nunca foi uma questão. Hoje, curiosamente, tanto o Botafogo de Lage quanto o Bahia de Paiva usam o 4-3-3. Os dois fizeram processos parecidos no clube. Com isso, Paiva imaginou que, quando Lage deixasse o Benfica, ele seria efetivado como o técnico principal. Mas isso não aconteceu. Em 2020, Jorge Jesus foi contratado. Isso fez com que o atual técnico do Bahia optasse por respirar novos ares no futebol latino-americano, primeiro no Independiente Del Valle, do Equador, depois no León, do México. — Senti que poderia ser o meu nome. Não foi, o presidente tomou a melhor decisão para o clube. Pensei nisso, estava a treinar a B, era um momento de transição e pensei que poderia ser o escolhido. Respeito enorme, continuei focado — falou Paiva ao jornal português Record na época em que se transferiu para o Del Valle, no fim de 2020. Não há nenhum tipo de ressentimento na dupla. Ano passado, Paiva chegou a elogiar o amigo Lage. — Só quem não conhece o Bruno como profissional é que se pode admirar. E talvez seja esse conhecimento que esteja faltando à parte da torcida do Botafogo, ansiosa com a vantagem de 11 pontos em relação ao Palmeiras na ponta. O treinador chegou a ser vaiado no empate contra o Defensa y Justicia, pela Sul-Americana, quarta. Estranhamente pressionado — ele ainda não perdeu em nove jogos pelo Botafogo — vai em busca da quarta vitória desde que chegou com três desfalques em relação à última rodada: Marçal está machucado e Di Plácido e Tchê Tchê, suspensos. Hugo, JP Galvão e Gabriel Pires devem ir a campo. No Bahia, a dúvida é só sobre o camisa 9: Mingotti e Everaldo disputam a vaga.
source https://extra.globo.com/esporte/botafogo/noticia/2023/08/botafogo-x-bahia-tem-duelo-inedito-entre-os-ex-colegas-de-banco-bruno-lage-e-renato-paiva.ghtml Obrigado pela visita
